A Carta

Conto submetido para o 4º Desafio Literário d' A Irmandade.
Pode também ler aqui.

– Bom dia, rapaz. Vim saber do teu trabalho, que tal te correu? – disse o Padre ao entrar no pequeno quarto cheio da luz da manhã. Sentou-se à mesa onde trabalhava o rapaz e colocou na mesa uma pequena pasta com folhas soltas e uma Bíblia. O rapaz estava satisfeito com o que fez ao longo da manhã e tinha aguardado com paciência pelo Padre.
– Correu bem, senhor Padre, apontei tudo o que era necessário ser apontado. – disse o rapaz.
– Muito bem. Lê-as, então, para eu ficar a saber.

Encontramos entre eles um grupo numeroso de cegos, em tão alto número nestas aldeias que achamos não ser natural. Todos os cegos deram as suas mãos para não se separarem. Eram de várias idades, algumas eram crianças e outras eram velhos. Não tinham tintura no corpo ou carapuças de penas amarelas e verdes e vermelhas como os outros. Os outros tinham tintura negra e azulada. Nenhum deles não era fanado, mas todos assim como nós. E com isto nos tornámos e eles foram-se. À tarde saiu o capitão-mor em seu batel com todos nós outros, e com os demais  capitães, em seus batéis a folgar pela baía, a carão da praia, mas ninguém saiu em terra por o capitão não querer, estava quase noute e era a altura em que os demónios aparecem e vagueiam pela terra, assim sabíamos nós. Não chegou ainda a altura de enfrentar os demónios.  Sai o capitão com todos em um ilhéu grande, que na baía está, que de baixa-mar fica mui vazio mas é de todas partes cercado d’água, que não pode ninguém ir a ele sem barco ou a nado.
Ali folgou ele e todos nós outros bem uma hora e meia. E vigiamos os movimentos da praia, eles se tinham recolhido da praia e da floresta não se viu nada deles nem dos demónios e ficamos sossegados. E, então volvemo-nos às naus já bem noute.
Ao domingo de Pascoela, pela manhã, determinou o capitão d’ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu, para pedir protecção contra os demónios e nos fosse concedida coragem na nossa tarefa.

– E foi este o primeiro apontamento com os demónios, senhor Padre. – disse o rapaz, aprendiz de copista. O Padre, que estava do outro lado da mesa, acenou a cabeça em consentimento. Recolheu a folha do rapaz, afastando a longa manga do seu hábito preto. O rapaz prosseguiu a leitura da carta.

Acabada a pregação, moveu o capitão e todos para os batéis, com nossa bandeira alta; e embarcámos e fomos assim todos contra terra para passarmos ao longo por onde eles estavam, indo Bartolomeu Dias em seu esquife, por mandado do capitão, diante, para que avistasse a praia e acenasse-lhes, e se receios tivesse se volvesse atrás.
Como eles viram o esquife de Bartolomeu Dias, chegaram-se logo todos à água, metendo-se nela até onde mais podiam. Acenaram-lhes que pusessem os arcos e muitos deles os iam logo pôr em terra, e outros os não punham. Andava aí um que falava muito aos outros que se afastassem, trazia seu arco e setas e andava tinto de tintura vermelha pelos peitos e espáduas e pelos quadris, coxas e pernas até baixo; e os vazios com a barriga e estômago eram da sua própria cor. E a tintura era assim, vermelha que a água lha não comia nem desfazia, antes, quando saía da água, era mais vermelho. Este, que os assim andava afastando, parecia estar possesso, esbracejava e berrava, apontava para a terra e lhes dava chapas d’água. Saiu um homem do esquife de Bartolomeu Dias. Quis acenar a pedir-lhe calma mas levou um sopapo dele; foi a primeira agressão desde que chegamos a esta terra. Mais homens do esquife se meteram na água mas ouviu-se um estrondo da praia que os estancaram. Olharam para o local onde aquele que falava muito apontava e o Bartolomeu Dias, que estava mais perto no seu esquife, descobriu uma névoa amarela que pairava por entre as árvores e que ele achou ser muito bruxedo. Era o que estávamos à espera de encontrar ali. Com isto se volveu Bartolomeu Dias ao capitão e viemo-nos às naus, sem lhes dar mais opressão. E eles tornaram-se a assentar na praia e assim por então ficaram.

– E a seguir, – mencionou o rapaz, sob o olhar atento do Padre – umas linhas mais à frente, a referência à empreitada que levava a expedição portuguesa.

E, tanto que comemos, vieram logo todos os capitães a esta nau, por mandado do capitão-mor, com os quais se ele apartou e eu na companhia.
E perguntou assim a todos se nos parecia ser bem mandar a nova do achamento desta terra a Vossa Alteza pelo navio dos mantimentos, e confirmarmos a presença de demónios e que estávamos capazes de cumprir a empreitada que nos foi destinada por Vossa Alteza e que homens anteriores como o comandante Vasco da Gama não assim fizeram. E perguntou também se conseguiríamos em poucos dias livrar a terra dos demónios antes de irmos de nossa viagem, para Vossa Alteza melhor mandar descobrir e saber mais da terra. E, entre muitas falas que no caso se fizeram, foi por todos ou a maior parte dito que seria muito bem. Outras falas, poucas, apontaram o facto do demónio ter sido visto de dia e que se devia à nossa presença esse tal acto contrário. E nisto concluíram.

– Podemos concluir que conseguiram cumprir a tarefa. – disse o rapaz – Afinal foi a expedição do Pedro Álvares Cabral que ficou na história que descobriu o Brasil, não é?
– Sim. Faz sentido que tenham encoberto a descoberta da terra por muitos anos, não seria desejável reivindicar uma terra maldita com demónios. Uma vez derrotados, podíamos dizer que a terra era nossa e que faríamos ali fortuna.
– Senhor Padre, acha que ainda existem demónios no Brasil?
– Esta carta já tem mais de duzentos anos. – disse o Padre – Não é certo mas não duvido que ainda haja. Há mal nos confins inexplorados do Brasil tal como há mal em todo mundo. Ainda não terminamos o nosso trabalho. Continua, rapaz.
O rapaz retomou a leitura da carta, localizando a próxima menção a demónios que só surgia páginas depois de parágrafos alusivos aos contactos com os índios além do rio.

Nem nós ainda até agora não vimos nenhumas casas nem maneira delas. Mandou o capitão àquele degradado, Afonso Ribeiro, que se fosse outra vez com eles, o qual se foi e andou lá um bom pedaço. E à tarde tornou-se, que o fizeram eles vir e não o quiseram lá consentir. O homem estava lívido e mudo. Não nos reconhecia e em bruscos gestos se afastava e sempre barrado era ora por nós ora por eles. Agarrámos-lhe e apelávamos à razão, com pancadinhas e o sacudindo, até que ele recuperou o tino e nos contou que esteve a metros de uma serpente de luz e fogo, enorme e largo como o rio desta terra. Rastejava por entre árvores mas não as lavrava num fogo e sua língua estalava como uma centelha e possuía um único olho. A sua descrição é coincidente com os dos relatos dos compatriotas que descobriram esta terra há 15 anos e, como Vossa Alteza bem o sabe, por esta razão vosso primo direito D. João II escondeu a descoberta desta terra e não mais se atreveu em fazer partir homens para estes lados do mundo. Depois contou-nos que tentou fugir da serpente mas a sua visão turvava e só via branco, ignorando o que lhe aconteceu até ter sido trazido para a praia. Levamos-lhe para a almadia onde adormeceu de cansaço. E assim nos tornámos às naus, já quase noute, a dormir.

– Senhor seja louvado, o homem tinha ficado louco… – disse o rapaz. O Padre encontrava-se ao lado dele, atento ao seu rosto e à sua voz.
– Como o homem era um degradado, mandavam-lhe sempre entrar na floresta em vez de escolher um qualquer marinheiro. Um dia não foi sozinho, senhor Padre, com ele foram mais dois degradados e o marinheiro Diogo Dias. Tinham de passar noite lá a todo o custo. O capitão não quis arriscar os seu homens mas decidiu avançar com a empreitada. Ouve só o que fizeram, senhor Padre.

E misturaram-se todos tanto connosco, que nos ajudavam deles a acarretar lenha e meter nos batéis e lutavam com os nossos e tomavam muito prazer. E, enquanto nós fazíamos a lenha, saíram de uma nau duas almadias que transportavam as peças da arma. Estavam enroladas numa vela e atadas por cordas às almadias.  Eram pesadas e grandes, os homens tiveram de estar de pé sobre elas por não haver espaço para eles. Tardaram em chegar à praia e foi com muito esforço que trouxeram as peças, quase todos os homens arrastaram-nas com cordas sobre a areia branca até depositarem-nas perto da floresta. Os dois ferreiros que viajavam connosco trataram de fazer as fogueiras com a lenha que fizemos e colocaram ali as peças de ferro as quais martelavam de quando em vez. Enquanto estávamos em trabalhos não se sentiu a presença de demónios, o que nos sossegou muito e deu gáudio às pessoas que vieram da floresta. Muito deles vinham ali estar com os ferreiros para verem a grande cruz de ferro que fazíamos, porque eles não têm cousa que de ferro seja. Era já a conversação deles connosco tanta, que quase nos torvavam ao que havíamos de fazer. E o capitão mandou a dous degredados e a Diogo Dias que fossem lá à aldeia e a outras, se houvessem delas novas, e que, em toda maneira, não se viessem a dormir às naus, ainda que os eles mandassem. E assim se foram. Enquanto andávamos nesta mata, a cortar lenha, atravessavam alguns papagaios por essas árvores, deles verdes e outros pardos, grandes e pequenos, de maneira que me parece que haverá nesta terra muitos, mas eu não veria mais que até nove ou dez. Também achamos curioso que não tenhamos visto nem vacas nem coelhos nem galinhas, nenhum gado para comer nem para lavrar, que campos de cultivo eles não têm. Os demónios devem tê-los assustados e só ficaram as pessoas que, sem a força e peles dos animais, andam expostos ao sol e chuva. Muitos estão cegos e loucos mas optaram por ficar aqui entre demónios, temos de saber como fazem mas não hoje, que a arma não ficou pronta. E acerca da noute nos volvemos para as naus com nossa lenha.
À  quarta-feira não fomos em terra, porque o capitão andou todo o dia no navio dos mantimentos a despejá-lo e fazer levar às naus isso que cada uma podia levar. Eles acudiram à praia muitos, segundo das naus vimos, que seriam obra de trezentos, segundo Sancho de Tovar, que lá foi, disse. Diogo Dias e Afonso Ribeiro, o degradado, a que o capitão ontem mandou que, em toda maneira, lá dormissem, volveram-sé já de noute, loucos completamente a ponto de serem amordaçados e amarrados e a tripulação tentou recuperar as suas razões enquanto que o Capitão convidou os seus capitães e engenheiros a debater sobre como procedermos, pois ninguém é obrigado a levar a tarefa a cabo, já chegamos até ali e a arma ficou montada, mas ninguém deveria arriscar-se no confronto com os demónios. O capitão Bartolomeu Dias foi dos que veemente sugeriu partir sem demora para Índia pois já tinha falhado nessa missão uma vez e relembrou-nos que a nossa missão sempre foi a Índia. As opiniões de todos foram divididas entre o medo, dúvida e lealdade. E assim não foi mais esse dia que para discutir seja. O medo espalhou-se pelas naus ao ser partilhado o relato dos degradados. A noute foi silenciosa, ninguém atrevia a mencionar algo mais sobre os demónios como se isso fizesse materializá-los no interior da nau, na noute escura. Tal a antecipação, a muito custo dormimos, sonhando com a paz.

– Que pesadelo devem ter passado. É horrível, senhor Padre. – disse o rapaz.
O Padre colocou a mão no ombro do rapaz em jeito de conforto. Acariciou-lhe o pescoço, depois deslizou o polegar até ao lábio inferior do rapaz.
– Não, foram uns valentes. Se eles quisessem teriam retomado a viagem até à Índia. Ficaram mais tempo no Brasil porque sabiam ter nervos de ferro. Que mais parágrafos há, rapaz?

Se lhes homem acenava se queriam vir às naus, faziam-se logo prestes para isso em tal maneira que, se os homem todos quisera convidar, todos vieram. Porém não trouxemos esta note às naus senão quatro ou cinco, a saber: o capitão-mor, dous, e Simão de Miranda, um, que trazia já por pajem, e Aires Gomes, outro, assim pajem. Em temendo que o confronto nos possa provocar danos, tantos a nós como eles, o Capitão-Mor decidiu permanecer-se na nau com os seus capitães e alguns deles para guardá-los como espécies sãos. Os que o capitão trouxe era um deles um dos seus hóspedes que à primeira, quando aqui chegámos, lhe trouxeram, o qual veio hoje aqui vestido na sua camisa, e com ele um seu irmão os quais foram esta noute muito bem agasalhados assim de vianda como de cama de colchões e lençóis por os mais amansar.
Os mais venturosos e fortes carregaram a cruz e penetraram na floresta. Os restantes de nós, marinheiros, engenheiros e sacerdotes, passaram a noite na praia, ali ficando até, se caso ocorrer, resgatar dos demónios os homens que carregavam a cruz, ou caso contrário e o confronto tiver um resultado lamentável, recolher-se nas almadias e ter com os capitães e abandonar de vez estas terras. Acompanhei os homens da cruz, foram seis deles, três em cada braço da cruz, que a seguravam aos ombros e a arrastavam pelo chão. Nós fomos muito devagar, tanto pelo peso da cruz como pelo peso do medo. Eles vieram ali ter e não nos quiseram ali, como todos os dias fizeram, mas não causaram mais resistência, talvez por o nosso esforço lhes ser estranho, e depois nos ajudaram a levar a cruz. Ouvíamos os demónios além, nos limites da aldeia, e enxugámos os passos. Os seus brilhos iluminaram o nosso caminho e pudémos ver melhor à nossa frente, os que acompanhavam-nos correram em direcção aos brilhos e sentaram-se aos lados dos seus irmãos, que já ali estavam, junto às árvores. Eles mantinham os seus olhos fechados enquanto os demónios os atravessavam como se fossem uma mera névoa. Um demónio olhou para nós e aproximou-se rapidamente. Soltámos uns berros e largámos a cruz. A dança das sombras das árvores que ao galope do demónio acompanhava fez-me ficar tonto e tropeçar e vi os nossos homens com maleitas e sangue nos seus rostos o que me obrigou de fechar os olhos. Quando voltei a ver eles já se encontravam bem, nem sangue nem nada, e olhámos para trás e deixámos de ver o demónio. Voltámos a carregar a cruz e entrar na aldeia e com satisfação, nossa e deles, vimos os demónios fugirem para longe. Deixamos a cruz ali e fomos à praia contar a boa nova e regressamos às naus.
E hoje, que é sexta-feira, primeiro dia de Maio, pela manhã, saímos em terra, corri nossa bandeira e fomos desembarcar acima do rio, contra o sul, onde nos pareceu que seria melhor chantar a cruz para ser melhor vista. E ali assinou o capitão onde fizessem a cova para a chantar, e, enquanto a ficaram fazendo, ele com todos nós outros fomos pela cruz, abaixo do rio, onde ela estava.
Trouxemo-la dali com esses religiosos e sacerdotes diante, cantando, maneira de procissão. Eram já aí alguns deles, obra de setenta ou oitenta; e, quando nos assim viram vir, alguns deles se foram meter debaixo dela a ajudar-nos. Os sacerdotes ficaram muito exaltados pois ficaram convencidos de que foi o amor de Deus que afugentou os demónios das terras mas saiba Vossa Alteza que os engenheiros comprovaram as nossas suspeitas que isto se deveu às propriedades do ferro, tal como é de vosso conhecimento, assim também aconteceu quando o Cristovão Colombo chegou às terras do norte e ali ergueu um sino de ferro e nunca soube de demónios. E, acabada a pregação, trazia Nicolau Coelho muitas cruzes de ferro com crucifixos, que lhe ficaram ainda da outra vinda. E houveram por bem que lançassem a cada um sua ao pescoço, pela qual cousa se assentou o padre frei Henrique ao pé da cruz e ali, a um e um lançava sua, atada em um fio ao pescoço, fazendo-lha beijar e alevantar as mãos. Um engenheiro sugeriu até que a tintura nos corpos serviriam para protege-los tal como com as cruzes. Entregamos também a eles a pequena cruz de ferro que usamos no ilhéu no Domingo de Pascoela para que enfrentassem os demónios por toda a terra.

– E foi este o último trecho que referencia os demónios ou a cruz de ferro.
– Bom trabalho, rapaz. – disse o Padre. Levantou-se e pegou em algumas folhas limpas, de uma recente brancura, e entregou-as ao rapaz.
– Agora, rapaz, vais copiar o conteúdo da carta para estas folhas sem copiar esses parágrafos que marcaste. Se for preciso, estás livre de inventar partes de narrativa para colmatar os buracos e manter a coêrencia como for possível. Não te preocupes em imitar a letra do autor pois ninguém viu o seu aspecto, não tem meio de saber o que fizemos.
– Excepto, claro está, o ministro, que pediu-nos para validar a carta.
– Excepto o senhor Ministro José Seabra da Silva que, lamentavelmente, encontrou o documento no Arquivo da Torre de Tombo de qual é o guarda-mor. Mas pior foi ter noticiado a descoberta. Vou já dar conhecimento da situação ao Cardeal da Cunha. Sua Eminência deverá ter uma conversa desagradável com Sua Excelência, podemos contar com isso. O senhor Ministro vai desejar nunca ter desenterrado assuntos do passado.
O Padre pegou  no seu chapéu e preparava-se para abandonar o quarto.
– Deixo-te, então, ao teu afazer. Já volto.
– Senhor Padre, uma última coisa. Porque estamos a cortar as referências aos demónios? Não fica mais fácil para o nosso trabalho de encaminhamento pela Fé Cristã se forem a público estas lendas de demónios? As pessoas realizariam que existem demónios e por conseguinte adorariam com mais fervor Nosso Senhor.
– É precisamente o contrário, rapaz! Precisamos que os demónios sejam como sempre os fizemos ser: criaturas obscuras, invisíveis aos sentidos. Só os seus males e danos são tangíveis. Desta forma a única salvação das pessoas reside em Deus, Nosso Senhor. O que este documento prova, para além de que demónios existem, é que os demónios podem ser derrotados! Não por Intervenção Divina, nem mesmo por nós, homens de Deus, através da Sua Palavra, mas por artifícios terrestres, por humano engenho! As ciências estão a deturpar o amor a Deus e nestes tempos conturbados, em que as vozes das academias são plenamente ouvidas, estamos, mais que nunca, com o trabalho dificultado. Nunca te esqueças, rapaz: A Razão é inimiga da Fé!

nota: Este conto é baseado na carta de Pero Vaz de Caminha.
Trechos inteiros foram usados para manter o espírito original.

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Sobre ruialex

escritor curioso e amador
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4 respostas a A Carta

  1. Foi um dos contos que não consegui ler no site 😦 E como não tive com tempo durante a semana acabei por não ligar a isso… Entretanto já votei. Que pena, gostei tanto do teu texto…

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    • ruialex diz:

      obrigado Olinda! Fico contente que gostaste do conto.

      Também não consegui ler no site, pensei se devia à pesquisa por uma imagem ideal ou se era preciso eu editar a página. Entretanto descobri que é possível de ler com o google Chrome (o internet explorer não responde bem), e estavam já alguns comentários (os outros contos também estão disponiveis com o Chrome).

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  2. Gostei deste conto. Podias ter divulgado mais o concurso, não esquecer que os leitores não estão sempre tão atentos como gostaríamos – e aqui assumo a minha culpa 😉

    A ideia está bem conseguida e relaciono-me bastante com a mensagem deste texto. A ciência (razão) e a fé (emoção) serão sempre opositoras quando falamos de interesses humanos instituídos.

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    • ruialex diz:

      Fico contente, Sara, obrigado!
      Não há problema, a votagem era exclusiva dos que participaram no desafio. Numa próxima vez, se aberto a todos, talvez eu faça a divulgação, bom saber que posso contar com o teu voto 🙂

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